Linktree ou Beacons, compare por quem é dono do endereço

Mao segurando um celular na vertical com a tela apagada dentro de uma cafeteria desfocada, xicara branca sobre a mesa ao lado

Entre Linktree, Beacons, Carrd e uma página no seu próprio domínio, quem publica artigo com frequência ganha mais tendo a página dentro do site, e quem não tem site nenhum resolve por 19 dólares por ano no Carrd. O critério que separa as quatro opções não é a quantidade de blocos coloridos nem o preço da mensalidade: é de quem é o endereço que você vai cadastrar na bio do Instagram e repetir em todo story pelos próximos anos. Nesse ponto as quatro se comportam de maneiras muito diferentes, e uma delas simplesmente não deixa você usar o seu.

O endereço: três aceitam o seu domínio, uma proíbe

A página de ajuda do Linktree sobre domínio próprio é curta e não deixa margem: “We don’t offer the option to use a custom domain to replace the linktr.ee URL. We also don’t provide developer tools for setting up domain forwarding.” Não existe plano que libere isso. O Premium tira a marca do Linktree da página, mas o endereço continua sendo linktr.ee/seunome em todos os quatro planos, do gratuito ao mais caro. A alternativa que a própria empresa sugere é criar um link de redirecionamento dentro da página, ou seja, o visitante chega no domínio deles e de lá sai para o seu.

Vale entender o que essa sugestão faz e o que ela não faz. Ela resolve o percurso do visitante que já está na sua página e quer chegar ao seu site, e não resolve nada do endereço que você divulga: o link impresso, colado na bio e repetido nos stories continua começando por linktr.ee. O que dá para mudar é o pedaço depois da barra, o nome de usuário, alterado nas configurações da conta. Continua sendo o domínio deles com um nome seu no fim, e a diferença entre as duas coisas só fica visível no dia em que você quiser sair.

O Beacons aceita domínio próprio a partir do primeiro plano pago, e aceita nas duas direções: comprar o domínio por dentro deles ou apontar um que você já tem. A documentação de configuração descreve o caminho de quem já é dono do domínio, editando os registros de DNS para apontar para a página. O Carrd também aceita, no plano Pro, com certificado emitido via Let’s Encrypt, nas palavras do próprio site: “Custom Domains” com “full SSL support (via Let’s Encrypt)”.

A página hospedada no seu WordPress não precisa aceitar nada, porque o endereço já é seu antes de a página existir. Ela nasce como mais uma URL do domínio que você já paga, no formato seusite.com.br/instagram/ ou o que você preferir, e o certificado é o mesmo do site.

Neste critério a ordem é clara: WordPress na frente por não depender de plano nenhum, Carrd e Beacons empatados logo atrás por liberarem o domínio próprio mediante pagamento, e o Linktree em último, porque aqui ele não perde por preço, perde por não oferecer.

A conta de um ano, com o domínio dentro dela

O Carrd cobra a partir de 19 dólares por ano no plano Pro, e é isso que compra o domínio próprio com SSL. O gratuito permite até três sites com os recursos centrais, mas sem domínio próprio. É a barreira de entrada mais baixa das quatro opções, com folga, e o gratuito é mais generoso do que parece: três sites por conta, no endereço deles, dá para testar três páginas diferentes antes de pagar qualquer coisa. O plano gratuito do Beacons, em comparação, entrega um site com uma página só.

O Beacons tem quatro degraus. O gratuito custa zero e vem com 50 envios de e-mail por mês e 30 créditos de IA por dia, com taxa de 9% sobre transações. O Creator sai por 10 dólares mensais, ou 8,33 por mês na cobrança anual, e é o degrau que libera o domínio próprio, mas a taxa de 9% continua e a marca do Beacons continua na página. Para remover a marca e zerar a taxa de transação é preciso ir ao Creator Plus, 30 dólares por mês ou 25 no anual: uma página de links sem marca de terceiros custa, nessa ferramenta, algo perto de 300 dólares por ano.

O Linktree divide os recursos em Free, Starter, Pro e Premium, e a marca só é removível no Premium. Os valores mudam conforme o país e aparecem em moeda local, como a própria página de planos avisa, então não adianta decorar um número em dólar: quem está no Brasil precisa abrir a página de preços e ler o valor em real na hora de decidir. Os detalhes de o que cada degrau libera estão em o que muda do plano grátis ao Premium do Linktree.

A página no WordPress custa a hospedagem que você já paga e o registro do domínio que você já registrou. No caso do Post Ping, a página de link na bio vem junto do plugin, sem assinatura separada e sem outro cadastro, o que muda a natureza da conta: ela deixa de ser uma mensalidade nova e vira um recurso de algo que já está instalado. Os valores estão em planos e preços.

Se o critério fosse só dinheiro, o Carrd ganharia sozinho: 19 dólares por ano é menos do que qualquer hospedagem decente e menos do que dois meses do primeiro plano pago do Beacons. Ele só perde para o WordPress quando o site já existe, porque aí o custo marginal da página é zero.

Quem mexe na página quando sai artigo novo

É o critério que quase nunca aparece nas comparações e o que decide para quem tem blog. Nas três ferramentas, a página é uma lista de links que alguém digitou. Publicou artigo novo? Abrir a ferramenta, colar a URL, escrever o título, arrastar para o topo, salvar. Publicou de novo na quinta? Repetir. Publicou três vezes na semana? Três vezes.

Parece trabalho pequeno porque é trabalho pequeno, e é exatamente por isso que ele deixa de ser feito. O sintoma é conhecido: a bio aponta para uma página cujo primeiro link é de dois meses atrás. O story de hoje manda o seguidor para lá, ele encontra conteúdo velho, e o clique que custou impressão vira nada. A ferramenta não quebrou. Ela só continuou mostrando exatamente o que alguém digitou da última vez que lembrou de digitar.

A página de link na bio do Post Ping existe por causa desse buraco: ela lê os artigos do próprio site e se refaz sozinha a cada publicação, com imagem, título e data, no seu domínio, e com UTM nos links para o tráfego aparecer separado no analytics. Você cadastra o endereço na bio uma vez e não volta lá.

As limitações dessa opção precisam ser ditas na mesma frase. Ela pressupõe um WordPress no ar: quem publica só no Instagram, sem blog, não tem o que a página leria. Ela é uma página de links e de últimos artigos, não um construtor de páginas: se você quer três seções, formulário de captura e uma loja embaixo, o Carrd faz layout melhor e o Beacons já traz checkout pronto. E ela vive dentro do plugin, então faz sentido para quem ia instalar o plugin de qualquer forma, não como motivo único de compra.

Para um blog que publica toda semana, a página que se refaz sozinha ganha das três ferramentas com a mesma diferença que um relógio automático tem para um que precisa de corda diária. Para quem publica uma vez por mês, essa vantagem quase desaparece, e as três ferramentas empatam com ela.

O que quebra quando o outro lado muda

Domínio próprio em ferramenta de terceiro não significa página sua: significa que o seu DNS aponta para a infraestrutura deles. A documentação do Beacons pede dois registros A, nos hosts * e @, apontando para o endereço IP que eles informam, mais um CNAME em _acme-challenge com um valor único gerado no momento da configuração, que é o que permite emitir o certificado. Enquanto esses três registros estiverem certos e o IP do outro lado for o mesmo, a página responde. Quando qualquer uma dessas peças mudar, quem precisa entrar no painel de DNS e corrigir é você, e o aviso costuma chegar depois de a página já estar fora.

Esse arranjo é normal e funciona. A diferença é o que sobra na sua mão quando a relação termina. Com domínio próprio apontado para o Beacons ou para o Carrd, você troca o destino dos registros e leva o endereço embora: quem tinha o link salvo continua chegando. Sem domínio próprio, o endereço nunca foi seu. É o caso do Linktree por definição, e como a empresa também não oferece ferramenta de redirecionamento, o linktr.ee/seunome que você imprimiu no cartão, colou no perfil e repetiu em cem stories não tem para onde ser levado. A audiência que decorou aquele endereço fica do lado de lá.

No WordPress, o endereço e o conteúdo estão no mesmo lugar, e a mudança que costuma acontecer é interna: trocar o tema, mudar a estrutura de permalinks, migrar de hospedagem. São movimentos que você controla e para os quais existe redirecionamento 301 dentro do seu próprio site. O ponto de falha não some, só passa a ser seu. Quem ganha aqui é quem tem o domínio no nome, e é por isso que a alternativa ao Linktree começa por ter domínio próprio, seja hospedando a página no seu site, seja apontando o seu domínio para a ferramenta que você escolher.

Quatro situações em que pagar a ferramenta é a decisão certa

Quem não tem site não deve montar um WordPress para ter uma página de links. Instalar, hospedar, atualizar e proteger um site inteiro para exibir seis links é trabalho desproporcional ao problema. Nesse caso o Carrd resolve por 19 dólares ao ano com domínio próprio, e o gratuito resolve de graça para quem aceita o subdomínio deles.

Quem vende direto pela bio tem um argumento numérico do lado do Beacons. A taxa de 9% sobre transações some a partir do Creator Plus. Para quem fatura 1.000 dólares por mês pela página, esses 9% são 90 dólares mensais, mais do que os 25 do plano anual que zera a taxa. A conta se paga sozinha, e nenhuma página de WordPress resolve isso sem que você monte o checkout.

Quem já tem público grande no Linktree tem o melhor motivo de todos para ficar: o endereço já circulou. Trocar significa reeducar seguidor, e a página do Linktree funciona bem para o que ela se propõe. A ferramenta não é ruim. O que ela não entrega é o endereço no seu nome, e essa decisão fica mais cara quanto mais tarde você a toma.

E quem precisa de layout de verdade, com seções, formulário e imagens grandes, vai fazer no Carrd em uma tarde algo que dentro do WordPress exigiria mexer no tema. A página automática do plugin não compete com isso: ela faz uma coisa só, que é ficar em dia sozinha.

Como descobrir qual dos quatro é o seu caso

Duas perguntas resolvem quase todas as situações. A primeira: você já tem um site no ar, com domínio registrado no seu nome? Se a resposta for não, a discussão sobre domínio próprio é teórica hoje, e a escolha fica entre o Carrd por preço e o Beacons por venda. Se for sim, a página no seu próprio domínio já está paga e ainda não foi usada.

A segunda: quantas vezes por mês você publica conteúdo novo que deveria aparecer nessa página? Com uma ou duas, qualquer uma das quatro opções serve e o critério vira preço. Com oito, doze, vinte, o custo real não é a mensalidade, é a atualização manual que ninguém vai fazer no terceiro mês, e aí a página que lê o próprio blog deixa de ser conveniência e passa a ser a única que fica correta sem supervisão.

Antes de assinar qualquer uma delas, abra a sua página de links atual e olhe a data do primeiro item. Se ele for de mais de duas semanas atrás, o seu problema é de manutenção, e ele vai junto com você para qualquer plataforma que não busque essa lista sozinha.

Este blog publica sozinho nas redes

Cada artigo daqui vira post no Instagram e no Facebook automaticamente: legenda escrita por IA, card visual gerado na hora. Quem faz isso é o Post Ping, o mesmo plugin que você pode instalar no seu WordPress.

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