O Linktree é pago? Existe um plano gratuito, ele não expira e não limita a quantidade de links. O que custa dinheiro é quase tudo aquilo que faria você querer usar a ferramenta a sério: tirar a marca do Linktree da sua página, olhar de onde veio o clique de mais de 28 dias atrás, vender alguma coisa sem deixar 12% no caminho.
E existe um item que nenhum dos quatro planos vende, por nenhum preço, que é justamente o que separa uma página de link na bio de um endereço pertencente a você.
Os quatro planos e quanto cada um cobra
A página de preços do Linktree lista quatro assinaturas e um contrato corporativo. Os valores aparecem em dólar na versão que consultei em 3 de setembro de 2026, e a própria página avisa que o preço varia por região e é exibido em moeda local, então vale abrir a página do seu país antes de fechar a conta.
- O Free custa zero e a página o descreve como “free with restrictions”, ou seja, gratuito com restrições. Entram links básicos ilimitados e a possibilidade de vender produtos e cursos.
- O Starter sai por US$ 6 por mês na cobrança anual, ou US$ 8 pagando mês a mês. Acrescenta personalização da página, analytics básico e venda de produtos digitais com 9% de taxa.
- O Pro sai por US$ 12 por mês na cobrança anual, ou US$ 15 mês a mês. É o degrau que remove a marca do Linktree, libera temas, fontes e layouts próprios, analytics avançado e integração com lista de e-mail.
- O Premium sai por US$ 30 por mês na cobrança anual, ou US$ 35 mês a mês. Zera a taxa de venda de produtos digitais, libera exportação de dados, links dinâmicos, agendamento de posts e respostas automáticas no Instagram.
- O Agency / Enterprise não tem preço público. É onde ficam assentos de equipe, login único e contrato sob medida, e é a resposta que a própria empresa dá a quem administra várias páginas ao mesmo tempo.
A diferença entre pagar por ano e pagar por mês passa de 20% em todos os degraus pagos. No Pro, US$ 12 contra US$ 15 significa que a cobrança mensal custa 25% a mais pela mesma coisa. Quem trabalha com cliente conhece o efeito colateral: a economia anual só existe se o contrato durar os doze meses.
O que muda quando você sai do gratuito
O primeiro degrau pago dá personalização, analytics básico e venda de produtos digitais com taxa menor. A marca do Linktree continua na sua página.
Quem quer a página sem assinatura visível de terceiro precisa chegar ao Pro. “Remove Linktree branding” está listado no Pro, não no Starter, e essa é a linha que mais gente descobre depois de assinar o degrau errado. Se o motivo de você pagar é a página parecer da sua marca, o preço de entrada não é US$ 6 por mês, é US$ 12, e só na cobrança anual.
Do outro lado, a quantidade de links é ilimitada no plano gratuito, o que derruba a ideia de que o Linktree corta você por volume. A restrição não está em quantos links cabem, está em quanto você enxerga do que acontece com eles e em quanto da sua identidade a página consegue carregar. Um blog com quarenta artigos por mês pode listar todos eles no plano gratuito sem esbarrar em teto nenhum. O que ele não vai conseguir é saber quais funcionaram.
O item que nenhum plano vende
A pergunta que aparece depois de “o Linktree é pago” costuma ser: se eu pagar o plano mais caro, posso usar o meu domínio? A central de ajuda responde sem espaço para interpretação: “We don’t offer the option to use a custom domain to replace the linktr.ee URL.” Não existe a opção de usar um domínio próprio no lugar da URL do linktr.ee.
Isso vale para os quatro planos. No Premium de US$ 30 por mês, o endereço que você cola na bio do Instagram continua sendo linktr.ee/seunome. A alternativa que o artigo oferece é o link de redirecionamento, que manda o visitante para o seu site quando ele abre o perfil. Repare no que essa saída faz: ela não coloca o seu domínio na barra do navegador da página de links, ela tira o visitante de lá. São coisas diferentes, e quem quer a primeira não resolve com a segunda.
Para um blog, a consequência é direta. Todo clique que sai do Instagram passa por um domínio que não é seu, o histórico de tráfego daquela porta de entrada mora na conta de outra empresa, e o dia em que você quiser trocar de ferramenta, a URL que está gravada na bio, nos comentários antigos e nos prints que alguém salvou não vem junto.
Quem já roda WordPress tem o caminho mais curto disponível: a página de links pode ficar dentro do próprio site. É o que o Post Ping faz com a página de Link na Bio, publicada em um endereço do seu domínio, algo como seusite.com.br/instagram/, com os artigos mais recentes se refazendo a cada publicação, os links fixos que você cadastrar, os ícones das suas redes e parâmetros UTM em cada saída para o tráfego aparecer identificado no seu analytics. Você cola esse endereço na bio uma vez. A limitação é a esperada de qualquer coisa que roda no seu servidor: se o site sai do ar, a página de links sai junto, e a manutenção é sua. O argumento completo sobre por que o endereço importa está em alternativa ao Linktree começa por ter domínio próprio.
Os 28 dias que a conta gratuita enxerga
A central de ajuda do Linktree define a janela de dados por plano, e ela é o corte mais concreto entre o gratuito e o pago. O Free vê os últimos 28 dias. O Starter vê 90. O Pro vê 365. O Premium vê a vida inteira da página.
Vinte e oito dias parecem suficientes até o primeiro mês em que você precisa comparar. Um artigo publicado em março que ainda traz visita em setembro é invisível para a conta gratuita: no dia 29, o registro do pico saiu da tela. Comparar o desempenho de dezembro com o de dezembro passado exige o Premium, porque só ele guarda o histórico completo. Quem publica todo dia e quer saber que tipo de artigo puxa clique da bio está tomando decisão com um mês de memória.
Além da janela, alguns tipos de informação ficam presos nos planos de cima. Fonte de tráfego, localização e dispositivo aparecem para assinantes de Pro e Premium. O filtro que separa os dados por origem também. A exportação em CSV é exclusiva do Premium, e essa é a que dói em quem trabalha para cliente: sem exportar, os números não entram no relatório mensal a não ser que alguém copie tela por tela na mão.
O corte que mais surpreende está no ranking de links mais clicados, que a documentação também lista entre os recursos de Pro e Premium. A conta gratuita mostra total de visitas e de cliques, mas não ordena os links por desempenho. Uma página com quinze links vira um número agregado: você sabe que houve trezentos cliques no mês e não sabe se foram trezentos no artigo em destaque ou trinta em cada um dos dez primeiros. Para quem publica todo dia e usa a página como vitrine do que saiu, essa é exatamente a informação que justificaria manter a vitrine.
A parte paga que não está na mensalidade
Se você usa a página para vender, a assinatura é só uma das cobranças. O documento de taxas do Linktree separa duas famílias.
Em ganhos diretos, produtos digitais e cursos, a taxa da plataforma é de 12% no Free, 9% no Starter, 9% no Pro e 0% no Premium. Sobre isso entra o processamento do Stripe, que a página descreve como 2,9% mais US$ 0,30 por compra. Em ganhos de parceria, lojas e afiliados, o Free, o Starter e o Pro pagam um percentual da comissão ganha e o Premium não paga comissão ao Linktree, com US$ 0,25 por repasse a título de processamento. As duas cobranças, segundo a documentação, são descontadas automaticamente antes de o dinheiro chegar até você.
Um produto de US$ 50 vendido na conta gratuita perde US$ 6,00 de taxa da plataforma, US$ 1,45 de percentual do Stripe e US$ 0,30 fixos: sobram US$ 42,25. O mesmo produto no Premium perde só o processamento, US$ 1,75, e deixa US$ 48,25. A diferença é de US$ 6,00 por venda. Como o Premium custa US$ 30 por mês na cobrança anual, ele se paga na quinta venda do mês e passa a ser mais barato que o gratuito da sexta em diante.
Quem vende menos de cinco produtos por mês está pagando caro para não pagar assinatura. Quem vende vinte está deixando US$ 90 por mês na mesa por causa de uma economia de US$ 30.
Recurso que existe no plano e não existe no seu país
A tabela de preços traz uma nota de rodapé curta: alguns recursos não estão disponíveis para todos os usuários. Quem lê a partir do Brasil precisa levar essa linha a sério, porque ela recorta parte do que o degrau mais caro promete.
Nas próprias perguntas frequentes da página de preços, o Linktree descreve a comissão de afiliado dizendo que você pode adicionar seus links ou pegar itens do catálogo curado da empresa, e marca esse catálogo como disponível somente nos Estados Unidos. A mesma marcação aparece nas comunidades pagas vendidas dentro da página. O Premium lista, entre os motivos para pagar US$ 30 por mês, a loja de afiliados com 100% da comissão. Se o catálogo que abastece essa loja não opera no seu país, sobra a parte de cadastrar links de afiliado que você já conseguiu por conta própria.
Isso não invalida o plano. A taxa zero na venda de produtos digitais continua valendo, e ela é o item que faz a conta fechar para quem vende. Só que a lista de recursos de uma página de preços internacional descreve o produto completo, e o produto completo nem sempre chega até aqui. Antes de assinar por causa de um recurso específico, procure a nota de disponibilidade regional dele.
O mesmo cuidado vale para o preço. A página avisa que o valor varia por região e é mostrado em moeda local, então o número em real depende de onde a cobrança acontece e do câmbio do dia da renovação. Assinatura internacional cobrada em dólar carrega ainda o IOF e o spread do cartão, que não aparecem em lugar nenhum da tabela e entram na fatura do mesmo jeito.
Quando o plano gratuito basta
Existe um caso claro em que pagar não faz sentido, e ele não é raro. Se a sua página de links é um cartão de visita com três ou quatro endereços fixos que quase não mudam, se você não vende nada por ali e se ninguém na sua operação vai abrir relatório de clique, o plano gratuito entrega o serviço inteiro. A marca do Linktree no rodapé é um preço razoável por uma página que você monta em dez minutos e nunca mais mexe.
O gratuito também é a escolha certa para testar um formato antes de investir. Não há prazo de validade obrigando a decisão, e os links ilimitados significam que o teste pode ser tão grande quanto você quiser.
A conta vira quando aparece qualquer uma destas três coisas: você precisa dos dados para decidir o que publicar, a página passa a representar uma marca que tem site próprio, ou começa a entrar dinheiro por ali. Nos dois primeiros casos, o degrau útil é o Pro, com o custo real de US$ 12 por mês na anual. No terceiro, a taxa de 12% do plano gratuito passa a ser a linha mais cara da operação bem antes do que se imagina.
E, nos três, continua valendo o que nenhum plano resolve: o endereço não é seu. Se o seu blog já roda em um domínio pago e indexado, a página de links no seu próprio site custa o que você já paga de hospedagem, e no caso do Post Ping ela vem junto com o plugin, sem cadastro nem cobrança em separado. Os valores atuais estão em planos e preços. Antes de decidir o plano, olhe o que a mensalidade está alugando: no Linktree, o endereço segue sendo dele em qualquer degrau.
