Se der para montar um card só por artigo, monte o de feed em 4:5. É o único dos dois com regra fechada de proporção, o único que continua no ar daqui a um mês e o que sobra com mais área livre para o título. O card de story ganha em um ponto, e o ponto é grande: ele carrega o único link clicável que o Instagram entrega a quem publica. Fora esse ponto, o feed vence em todos os critérios que dá para medir, e as medidas estão abaixo, inclusive as que a Meta deixa de publicar.
A faixa do feed é obrigatória e a do story é sugestão
A mesma página de referência da Meta descreve os dois formatos, e o verbo muda de um para o outro. Para imagem de feed: Aspect ratio: Must be within a 4:5 to 1.91:1 range. Para story: Aspect ratio: We recommended 9:16 to avoid cropping or blank space.
Fora da faixa, no feed, a criação do contêiner falha e volta com o código 36003 e o subcódigo 2207009, que existe só para dizer que a proporção caiu fora de 4:5 a 1.91:1. Fora da recomendação, no story, nada falha: a imagem entra e o aplicativo resolve sozinho, cortando o que sobra ou preenchendo o que falta com borda. O feed avisa, o story não.
A largura é a parte tolerante da regra do feed. A referência manda escalar, e não recusar: Minimum width: 320 (will be scaled up to the minimum if necessary) e Maximum width: 1440 (will be scaled down to the maximum if necessary). Quem exporta o card a 2160 de largura está gerando arquivo para ser reduzido no caminho. Quem exporta a 900 vai ver o próprio card ampliado. A proporção é a única medida do feed capaz de quebrar a publicação.
Dentro da faixa cabem três enquadramentos que as pessoas realmente usam: 4:5 em pé, 1:1 quadrado e 1.91:1 deitado. Os três publicam sem erro nenhum, e é por isso que a escolha nunca aparece como problema até alguém olhar o resultado. Em carrossel a regra aperta: a documentação de publicação avisa que as imagens de um carrossel são todas recortadas com base na primeira, e o padrão é 1:1. Um carrossel que abre com um card 4:5 e segue com prints de tela vai recortar os prints pelo enquadramento da capa.
Fora da API oficial a falha muda de cara e fica pior. A documentação de suporte do Buffer descreve o que a ferramenta faz quando a proporção não cabe na faixa: o post deixa de ser publicado sozinho e vira aviso, scheduled as a notification instead, para alguém terminar à mão dentro do aplicativo. A automação continua ligada e para de automatizar.
Ganha o feed, por ter a falha barulhenta. Um erro com subcódigo é um problema que você resolve uma vez e nunca mais vê; um corte silencioso é um problema que você descobre semanas depois, olhando o próprio perfil. Os códigos que a Meta devolve nessa etapa estão separados um a um em erro de publicação no Instagram.
Quase metade da altura do story não é sua
A Meta publica os números da zona segura no guia de anúncios para story: deixe livre de texto e logo 14% do topo, 35% da base e 6% de cada lado, para não perder o que importa sob o ícone do perfil ou sob o botão de ação. O mesmo guia recomenda a peça em 1440 por 2560 pixels.
Aplique as porcentagens a essa tela e o desenho encolhe rápido: 358 pixels comidos em cima, 896 embaixo, 86 de cada lado. Sobra um retângulo de aproximadamente 1267 por 1306 no meio, quase um quadrado, dentro de um quadro vertical de 9:16.
Esses números foram escritos para anúncio, e a ressalva é honesta. No story orgânico não existe botão de ação patrocinado. O que ocupa a faixa de baixo é o campo de resposta, e é ali que vai o sticker de link, que é a razão de existir do card de story para um blog. A base continua ocupada, com outro inquilino.
No feed, nenhum elemento do aplicativo fica por cima da imagem enquanto a pessoa lê o post. Um card 4:5 na largura máxima da API tem 1440 por 1800 pixels, e os 1440 por 1800 são todos utilizáveis. Contra o retângulo seguro do story, é cerca de 57% mais área para acomodar um título comprido dentro do mesmo teto de largura.
O feed leva este critério. O que decide o desenho é quantos caracteres cabem no título antes de a fonte ficar ilegível no celular, e o feed dá mais espaço para isso. O título dentro do card e a legenda embaixo dele são dois textos com regras diferentes, e as da legenda estão em legendas com IA a partir do artigo.
O arquivo é o mesmo nos dois e o teto de largura só existe de um lado
A referência de mídia lista, para feed e para story, as três exigências do arquivo: JPEG, no máximo 8 MB e espaço de cor sRGB, com conversão automática de qualquer outro espaço. Os formatos estendidos de JPEG ficam de fora por escrito, MPO e JPS.
A diferença está no que a Meta não escreveu. O bloco do feed traz largura mínima e máxima; o bloco do story traz formato, tamanho e proporção, e nenhum número de largura. Na prática dá para mandar um story mais largo que 1440, desde que o arquivo caiba nos 8 MB.
É aqui que o guia de anúncios engana quem lê rápido. Lá o limite é 30 MB e o formato aceito inclui PNG. Esses números valem para peça de anúncio, não para publicação orgânica por API, onde continuam valendo JPEG e 8 MB. Um JPEG de 1440 por 2560 em qualidade alta chega perto desse teto, então meça o peso do arquivo exportado, e não apenas a medida em pixels.
Empate, e o empate é a boa notícia da comparação: a mesma imagem de origem serve aos dois. O segundo card custa um reenquadramento e uma nova posição de título, não uma arte nova.
O teto de cem publicações conta o feed
A documentação de publicação da Meta define o limite em uma frase: Instagram accounts are limited to 100 API-published posts within a 24-hour moving period. Carrossel conta como um post só. A seção do limite não menciona story em lugar nenhum. O consumo de uma conta se confere pelo endpoint content_publishing_limit.
Uma conferência que evita discussão depois: o campo que diz o tipo da mídia não resolve sozinho. A documentação avisa que um story já publicado devolve IMAGE ou VIDEO quando você pede o tipo, e que é preciso pedir media_product_type para confirmar que aquilo saiu mesmo como story. Quem audita fila de publicação por relatório precisa saber disso antes de concluir que o story não foi.
Para um blog que publica um artigo por dia, cem é um número que não se alcança. Para uma agência, o teto é por conta de cliente, então também não se alcança. O lugar onde ele aparece é a migração: alguém decide levar o arquivo de um ano inteiro para o Instagram de uma vez e descobre a janela móvel de 24 horas no meio do processo.
Aqui o story sai na frente por omissão, e é uma vitória que não dá para cobrar. O silêncio de uma documentação não é uma garantia, e regra de publicação da Meta já mudou sem aviso mais de uma vez. Se o seu plano depende de story não consumir cota, ele depende de algo que ninguém assinou.
Daqui a um mês, um dos dois ainda existe
A central de ajuda do Instagram é direta sobre a validade: fotos e vídeos publicados no story somem do feed, do perfil e do Direct depois de 24 horas, a menos que virem destaque. Ficam guardados no arquivo de stories, que só você enxerga.
O post de feed fica de pé. Continua no perfil, entra na grade e mantém um endereço que você pode linkar de outro lugar. E a grade mudou: desde o começo de 2025, quando Adam Mosseri anunciou a troca, o perfil mostra as miniaturas em 3:4, a 1013 por 1350 pixels, e recorta qualquer proporção para caber nesse quadro. Entre os formatos que a API aceita no feed, 4:5 é o que chega mais perto de 3:4, e por isso é o que perde menos na miniatura.
O 1.91:1 deitado é o formato que mais sofre nessa conta. Ele passa pela API sem reclamação, ocupa a menor altura de tela no feed e é o que mais se afasta de 3:4 na miniatura do perfil. Um card de artigo em formato deitado passa nos dois testes técnicos e perde nos dois lugares onde alguém de fato olha.
A consequência prática para quem publica artigo é o card 4:5 aparecer duas vezes: grande, no post, e pequeno, na grade de quem abriu seu perfil em dezembro atrás do que você faz. Título encostado na borda sobrevive ao primeiro e morre no segundo.
Neste critério o feed não tem adversário: um card que trabalha por meses contra um card que trabalha por um dia.
Quando o card de story ganha
Ganha no link, e para um blog esse é o ponto que paga a conta. Na legenda do feed, um endereço é texto: ninguém seleciona, copia e cola no navegador. No story, o sticker de link transforma um toque em visita. A distribuição de um artigo existe para produzir esse toque, e o story é a única superfície do Instagram que o entrega sem passo intermediário.
Vence de novo quando a imagem de origem já é vertical. Foto de pessoa em pé, print de celular, captura de tela de aplicativo: material assim briga com o recorte 4:5 e não briga com o 9:16. A própria recomendação da Meta admite o que acontece fora da proporção no story, to avoid cropping or blank space: a imagem é cortada ou ganha borda, e em nenhum dos casos é recusada. Uma origem já vertical não perde nada nessa etapa.
E vence com destaques. A regra das 24 horas tem a exceção escrita na própria página da central de ajuda: story adicionado a um destaque continua visível até você remover. Um conjunto de destaques organizado por assunto do blog é um índice permanente no perfil, montado com peças que iam expirar.
Se o objetivo do card é tráfego nesta semana, monte o story. Se é um perfil que ainda diz o que você faz daqui a seis meses, monte o feed. Quem consegue manter os dois não precisa escolher, e a escolha só aparece quando o tempo é curto.
O que decidir antes de abrir o editor
À mão, o caminho mais barato é um card 4:5 por artigo, a 1440 por 1800, com o título dentro de uma margem generosa por causa da grade, e story apenas nos artigos que merecem o empurrão do link. Dois cards por artigo, todo dia, é um trabalho que ninguém sustenta por três meses.
Automatizado, o card deixa de ser decisão e vira regra. O Post Ping monta os dois a cada publicação, 4:5 para o feed e 9:16 para o story, a partir da imagem destacada, do título e da categoria do artigo, com a sua logo e as suas cores, já respeitando a zona segura da interface, e o story sai com a chamada para a página de link na bio no seu próprio domínio. A limitação dita em voz alta: é template. Ele perde para um designer no card de campanha do ano e ganha no centésimo artigo, que é onde a régua manual já tinha desistido. O sticker de link, por sua vez, depende da sua conta, não do plugin.
Qualquer que seja o caminho, o desenho se resolve com três medidas: 1440 por 1800 para o card de feed, 1440 por 2560 para o de story e um retângulo seguro de aproximadamente 1267 por 1306 no miolo desse story. O que estiver fora do último é enfeite.
